23
jun

Qual é o nome que você quer ter?


Gosto do movimento das ondas, da invariabilidade do tempo e da inevitabilidade do fim. Gosto das cores que mudam, das flores que nascem e murcham, das danças de salão e do vai e vém das sombras.

Movimento é meu nome. Gostaria de te chamar assim também.

Meu mundo é jovem, envelhecendo aos poucos por alguns medos e mágoas. Mas a cada gota de alegria, um surpreendente mundo novo sempre se revela pra mim com sotaques singelos de bem estar, querer bem e recompensas prazerosas.

Renascimento é meu nome. E é o de alguns também.

Enxergo o mundo com olhar crítico. Porém, com ciência de causa, inclusive reconhecendo erros causados por impulsos e precipitações. Interpretar o mundo através das minhas percepções me estimula a crescer, aprender e caçar o conhecimento.

Buscar é meu nome. E é o que todos buscam ter.

Elimino pessoas e coisas que deixei de amar com a objetividade de um plano Marshall. Reconstruo meu coração-país machucado por bombardeios de decepções e sigo em frente, reconstruindo torres e reerguendo palácios, onde antes havia surpresa, escuridão e angústia.

Reconstrução é meu nome. E é o nome que todos deveriam ter.

Sigo guloso neste vasto caminho de descobertas que é a vida. Gosto dos que se arriscam e crêem que a inércia produz mais riscos do que se pensa. Prefiro correr riscos, envolvendo-me em projetos, criando,  jogando o jogo com paciência e certa coerência. Prefiro pisar em pregos com os pés calçados que andar descalço sobre ovos. Aceito os percalços. Provoco-os.

Resignação é meu nome. E é o que todos precisariam ter.

Reconheço uma injustiça. Reconheço o exagero provocado quando se trata de autodefesa. Sei reconhecer esforços e prestar atenção às peças na mesa. Reconheço mentiras e subterfúgios, mesmo que demore a percebê-los.

Reconhecimento é meu nome. Como posso te chamar?

Em cada pedra fora do lugar, não me atento ao buraco na parede. Procuro saber onde encontro tijolo, cimento e pá.

Transformação é meu nome. Este, poucos tem.

 Meu jogo é limpo e claro. Pode não te agradar. Mas não vou entrar de sola na canela de ninguém.

Clareza é meu nome. Não está claro, ainda, pra você?

Posso não te adorar nem ser adorado por você. O que não me impede de oferecer amor sincero e gentil a outras pessoas.

Amar também é meu nome. E eu sei que é o de todo mundo.

Não acredito em bem e mal. Somos todos passíveis de cometer atos bons ou outros não tão bons. O que nos torna humanos, perfeitamente, maravilhosamente imperfeitos. Arrepender-se é lição. Não querer ter mais do que se arrepender, maturidade.

E esse nome também é o seu: Imperfeição.

 Olhar pra trás é sabedoria. Reconheço o que foi bom, mesmo que hoje não faça mais parte de minha vida. E sou grato a cada momento, mesmo os que me derrubaram. Todos estes me ajudaram e me ensinaram a me levantar.

Gratidão é meu nome. Desculpe, mas não é o seu.

 Saudade seria meu nome. Não é mais pra você.

Escorpião é um bom nome. Pode me chamar assim.

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E o DVD do Jammil segue a passos largos. Em agosto embarco, juntamente com Lucas Occilupo e Flávio Morgade pra Los Angeles, onde gravaremos baixo, bateria, teclados e programações.

Estou animado com nossas escolhas. Em Julho haverá uma audição final. Ansioso pra que este dia chegue logo.

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E a copa, hein? Todo mundo comerorando a desclassificação da França e eles lá, voltando pra Paris. Tristes Bafana-Bafana…

Bora, Brasil! Como diria Seu Bôa, “tivemos nosso Vampenta; agora nosso Josuhexa!”

É isso aí!

Namastê!

postado por: manno


11
mai

Efeito Bogary


Primeiro pensaram que eu sairia da banda quando gravei meu CD solo, E assim os dias vão, que acabo de lançar.

Muita gente não entendeu que se trata apenas de um projeto paralelo, de canções simples que não seriam aproveitadas dentro do mundo alegre, festivo e carnavalesco do Jammil.

 Agora pensam que eu gravei um Cd de rock. Não, não, não. Não gravei um CD de rock.

 Gravei um disco meu. Com uma sonoridade que ainda me dirá que caminho, dentro do meu universo solo e paralelo ao Jammil, trilharei.

 Um artista vai se descobrindo à medida que vai amadurecendo, gravando, descobrindo suas afinidades musicais e percebendo em que momento se descobre mais ou menos à vontade. E, dentro dessa minha percepção de primeiro disco, ainda estou engatinhando.

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Ouvi de uma fã outro dia desses: “Manno, seu disco é o melhor CD de rock baiano que já ouvi”. Mesmo respeitando seu exagero e seu equívoco em interpretar meu disco como um de rock, tive que dizer pra ela “desculpa, meu amor, mas você não ouviu Bogary, do Cascadura então”.

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E por falar em rock baiano, no novo DVD do Jammil, iremos gravar uma música do Maglore, outra banda de rock baiana que vem fazendo um trabalho muito bacana. Estou em dúvida entre duas músicas pra gravar. Vamos fazer arranjos pras duas e depois escolher uma. A que for gravada, seja qual for, certamente será adorada pelos nossos fãs. As duas são ótimas!

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 Me perguntam porque eu falo tanto de bandas de rock se o universo underground normalmente odeia o axé e bandas como o Jammil.

 Bem, primeiro porque pra mim, uma coisa não tem nada haver com a outra. Não gosto de uma coisa esperando que gostem de mim. E, depois, que oferecer um pouco do espaço que temos na mídia pra falar um pouco de tanta coisa boa que está sendo feita por aqui é um prazer pra mim.

 Se desse blog, apenas dois leitores tiverem curiosidade e passarem a conhecer o trabalho de bandas como a Maglore e o Cascadura, acho que fiz um bem aos dois, e não às bandas.

Oferecer cultura, conhecimento, boas dicas, dá um puta prazer. Aos que lerem este blog e nem sequer entrarem nos sites das bandas, lamento por vocês. Vão perder uma ótima oportunidade de conhecer dois ótimos grupos.

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Uma, a Maglore (http://www.maglore.com.br/), mais recente no cenário. Mas com um trabalho forte e crescente. Ouço direto o CD no meu carro.

A outra, o Cascadura (http://www.bandacascadura.com), no auge. Completando dezoito anos, vindo do seu melhor trabalho, o Bogary, e preparando disco novo, a banda Cascadura representa o que tem de melhor no rock baiano hoje. O Bogary é o melhor disco de rock do Brasil dos últimos anos. Dirigido pelo André T e capitaneado pelo vocal de Fábio Cascadura.

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Estou bastante empolgado com a gravação do nosso novo DVD. Vou mantendo vocês atualizados e participando aos poucos as novidades, os detalhes e curiosidades da produção.

 Por hoje é só.

 Namastê!

postado por: manno


03
abr

Sem acento ou cedilhas. Mas cheio de “H”.


Escrevo sem chances de correcoes.

Curioso nao ter acentos, cedilhas ou crases a disposicao. Consequencia de um teclado com configuracoes inalteraveis.

Escrever em ingles seria bem mais facil.

Eh interessante escrever assim:

As palavras se destacam estranhas, bebadas, burras.

Ao meu alcance, apenas artificios como, por exemplo, escrever o presente do indicativo do verbo ser, na terceira pessoa do singular, com um “H” no final: Ele “eh”.

Porque o “H” , apos  vogal, em muitas situacoes,  significa acento agudo. Convencao que nao foi estabelecida por mim. E que nao serve absolutamente pra nada em provas de redacao.

Mas eh assim e pronto.

Todo mundo entende que totoh vira pebolim.

Cotoh serve pra perneta.

Pah serve pra cavar.

Peh, pode ser de pato, de galinha ou de cabelo.

Pocotoh serve pra eguinha.

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Abre parenteses:  (vai tomar no cu continua igual. Porque, ao contrario do que muita gente pensa e escreve, cu nao tem acento. Assim como peru, canguru, tv Aratu, Itu e ateh tu, tatu, tambem nao tem. As palavras terminadas em “i” e em “u” são necessariamente agudas e não precisam de acento: rubi, colibri, pacu, guru. Quando mandar alguem tomar no cu, lembre que cu nao tem acento, ok?)

Manno Goes tambem eh cultura.

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Voltando ao assunto, o que fazer com o circunflexo e o til?

Como faz falta um til em uma negacao, nao?

Poucas linguas necessitam tanto de acentos, cedilhas, crases, excecoes, virgulas e o escambau como a nossa. Lingua dificil essa.

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Aqui no Brasil, o recurso do “H” ajuda muito.

Afinal, estamos no pais do “H”.

Serra usa o “H” pra justificar que nao tem nada haver com a Sabesp.

A PM de Sao Paulo  usa o “H” pra dizer que o professor barbudo que carregava uma policial ferida era um PM a paisana que passava a toa pelo local da manifestacao.

Nardoni usa o “H’ pra fngir chorar.

A Disney usa o “H” pra repetir imagens em filmes.

Rick Martin jurava ser homem com “H”.

Gilmar Mendes usa o “H” quando fala sobre grampos.

Eu uso o “H” pra me fazer de santo e ficar calado aqui.

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Vcs precisam acordar, porra.

Acabou o Big Brother! Mudem de assunto.

AxeH!

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postado por: manno