27
set

Luaus.


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Yeah! Primavera chegou! A estação das flores. Aquilo que a gente dá pra mulherada quando estamos a fim de parecermos mais românticos. E quando a primavera começa meu humor já começa a mudar. É como se o inverno - que se disfarça de outono durante os três meses que antecedem o 21 de setembro - estivesse, finalmente, caindo fora. O azul começa a ser pincelado no céu em tons mais fortes e o verão começa a avisar: “tô chegando, moçada!”. Nós então começamos a dizer: “Esse ano tá voando, hein?”. O mesmo que dissemos no ano passado, no retrasado, no outro, no outro e no outro. É a boa nova entrando nos campos, como diria Beto Guedes. Por falar em Beto Guedes, mineiro, tenho que falar sobre o luau de BH. Nóoo! Que foi aquilo? Fizemos quatro horas e dez minutos de show. Quatro horas e dez minutos! Uma puxada de trio no circuito Barra-Ondina do carnaval de Salvador. Nunca na vida fizemos um show de palco tão longo assim. E as treze mil pessoas que lotaram o Espaço Folia não arredaram o pé. Putz. Botaram alguma coisa no nosso pão de queijo, gente. Só pode. Que é que é isso, sô?! Então. Já falei aqui de outros luaus. (Sim. Plural de luau é assim: “luaus”. Acaba com “u”, fica “us”. Se luau fosse com “l”, seria luais. Aprenderam? – momento Pasquale encerrado). Mas o de BH foi incrível. O cenário, como sempre, um show à parte. O palco em formato de concha acústica. Pela primeira vez conseguimos seguir à risca o projeto inicial do Luau. O desfile da Vide Bula, que antecedeu o show, soube que foi um charme. Então começou.Com os primeiros acordes de “De Bandeja” já deu pra sentir a pressão da platéia. A mineirada é fodástica mesmo. Em um determinado instante, a primeira canja da noite. Alexandre, do Manitu canta conosco “um Anjo do Céu”, sucesso do Maskavo que regravamos no nosso DVD Praieiro - ao Vivo e “Bizarre Love Triangule”, sucesso do New Order que também havíamos gravado no mesmo DVD.

Segue o show, começa a parte acústica. “Chuva na Janela” inicia a parte que eu mais adoro desse projeto. É a hora em que sentamos nos banquinhos, pegamos os violões, convidamos Torcuato Mariano e fazemos o momento luau do espetáculo. Lindo demais ouvir aquela multidão cantando nossas canções nesse formato. E então o coração da gente bate mais forte quando anuncio o terceiro convidado da festa: Flávio Venturini. Ahhhhhh! Sentados no chão do palco, emocionadíssimos, “Todo Azul do Mar”. Um clássico da música popular brasileira, da música mineira, da minha vida. Depois de “Noites com Sol”, “Planeta Sonho” e “Uma Linda Juventude”, convidamos nossa quarta convidada, Daniela Mercury, pra encerrarmos a participação de Flávio, tocando e cantando juntos “Espanhola”. Maravilhoso! Eu queria muito que Flávio desse bis. Um não, 14! Putz. Que trocadilho infame. Então… Veio Dani e arrasou também. Um sucesso atrás do outro, até se despedir com “Maimbê”, o que jogou a adrenalina lá pro alto, dando por encerrada a parte acústica. Seguimos com direito a tudo: do rock’n roll ao sertanejo, do axé ao reggae, num astral massa. Pra encerrarmos aquela catarse toda, Flávio e Daniela voltaram ao palco e cantaram conosco “Axé Minas”, música que eu compus especialmente pro Axé Brasil Extra, maior festival de música baiana do país, que acontece todo ano no mês de Abril em Belo Horizonte.

O projeto Oi Luau Jammil tem nos presenteado com muito mais do que shows fantásticos. Tem nos emocionado. Tem nos proporcionado momentos incríveis de sentimentos, descobertas, prazeres. Nos feitos ser anfitriões de artistas que admiramos muito e que foram fundamentais pra nossa carreira, pra nossa formação musical. Em Natal, o primeirão, o Biquíni Cavadão. Banda que eu amo, que sempre arrebenta e que tem como guitarrista meu amigo-irmão-parceiro Coelho, já citado aqui em outros posts. O segundo, Fortaleza. Canja divertidíssima de um Ricardo Chaves empolgadíssimo e feliz. Depois, Vitória do Espírito Santo. O único sem participação especial de nenhum outro artista. Uma pena. O quarto foi em nossa casa, Salvador. Assim como em Fortaleza, a chuva quase estraga a festa. Com canjas de Maskavo e George Israel, do Kid Abelha, o luau de Salvador também foi espetacular. O quinto, em Belém do Pará. Terra boa demais. E quente. Muito quente. Quente como a canja maneiríssima de Toni Garrido, Cidade Negra, que não só encantou a platéia como a nós também com sua simplicidade e vibe boa. Enfim, Belo Horizonte. Que venham agora Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. Ano que vem tem mais. Aracaju, Maceió, João Pessoa, Teresina, São Luis, Manaus, Macapá, Cuiabá, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre… Aguardem-nos.

Beijos,Manno Góes (2007-09-27)

postado por: manno