26
out

Songbook, Jesus, Didi, Orlando Morais, Rose, Novidades


songbookEnfim o Songbook chegou. Puta que pariu. Tá bonito pra caralho. Capa dura, colorida. Partituras, letras de música, histórias da banda, fotos maneiras. A entrevista é uma loucura! O Jesus Chediak – irmão do saudoso Almir - editor-chefe gentleman da editora Lumiar, havia nos entrevistado usando somente um gravadorzinho daqueles de fitinha pequena que se usava antigamente. O charme da entrevista já começou daí. Num agradável jardinzinho que charmosamente decora a frente da sede da editora, eu, Tuca e Beto descascamos descontraidamente nossa história. Um sonho. Lindo, lindo, lindo. Maior tesão! E ele fez questão de transcrever esse bate papo da gente integralmente. Com as repetições de palavras, excessos de gírias e expressões como “né?”, “entendeu?” e “aí então”. Um gozo. Adorei a espontaneidade, o formato, o conteúdo. As interseções de Beto sempre lindas, puras, descoladas, muitas vezes sem o menor sentido, completamente zen. Tuca falando pouco, mas pontuando sempre com alegria o que quer dizer. E eu, pra variar, falando pra caraaaaaaaaaaaalho! Jesus só eliminou meus palavrões, que dizem, não sei por que, que eu uso muito. Sacanagem. Vou parar com essa merda. Coisa feia. Minha mãe sempre diz isso. Mas morre de rir quando eu tomo uma topada e mando com gosto um “filho da puta, porra, cacete, puta merda, vai tomar no cu, caralho, caceta, porra”.

Segurar o Songbook assim que o vi pela primeira vez foi como carregar no colo um neném recém nascido. Uma emoção absurda que me encheu de satisfação, de orgulho e de “porra, que negócio de foder da porra!”. E é pra ter orgulho mesmo, caramba! É o primeiro Songbook de uma banda baiana. Tenho Songbook de Caetano, Gil, Djavan, Chico Buarque, Dorival Caymmi, Noel Rosa, Ivan Lins. Tenho o curso de baixo de Nico Assumpção. O de Adriano Giffoni. Tudo lançado pela Lumiar. Só fera, pô. E então recebo o meu, o seu, o nosso Songbook do Jammil! Com minhas músicas ali! Nossas músicas. Um pequeno salto pra humanidade. Um salto gigante, impensável pra nós.

A idéia surgiu num bate papo no escritório. Estávamos bolando a concepção da Casa dos Praieiros, em comemoração aos nossos dez anos. E então Didi, assessora de imprensa da gente, um doce de ser humano, sugeriu: “vamos lançar um Songbook?”. Parecia algo tão distante que meu primeiro pensamento foi “ah, Didi! Que bom que seria se fosse!”. E olha só como são as coisas. Didi levou a sério sua sugestão. E quando procurou a Lumiar para falar sobre sua idéia aparentemente absurda recebeu da editora não só um grandessíssimo sim, mas também um retumbante apoio de Jesus Chediak, que amou completamente essa maluquice toda e demonstrou profunda e sincera admiração pelo nosso trabalho e por nossas músicas. Mais que surpreso, fiquei incrédulo quando Didi me informou: “Manno Góes. O Songbook vai rolar”.

Ao contrário do que possa parecer, um Songbook não é um produto que nos enche de expectativas em relação à vendagem. Mas que puta repercussão que dá! Que moral. Que prestígio. Que conceito. É caro. Sofisticado. Direcionado. Um luxo! Muito chique. Gisele Bündchen total. Eu juro: Ter um Songbook lançado pela Lumiar é foda! E uma foda daquelas inesquecíveis! Um presente tão lindo quanto nosso DVD de ouro.

Vou falar algo sério agora. E se foda quem me levar a mal: Eu não falo muito de Deus porque acho um saco ficar falando Dele pra tudo e pra todos o tempo todo. Mesmo que eu não me canse de amá-Lo e de pensar Nele sempre com amor e respeito. Mas ficar o tempo todo “meu Deus, obrigado, meu Deus, me desculpe, meu senhor Jesus Cristo isso, meu senhor Jesus Cristo aquilo, meu Deus, me dê isso, meu Deus, me dê aquilo, meu Deus, me perdoe, meu Deus, e agora, tudo pode naquilo que me fortalece, peça que receberás blá, blá, blá”… Que coisa chata da porra! Puta que pariu! Deixa o pobre do Deus em paz, gente! Ele já tem tanta coisa pra cuidar. Onipresente, eu sei. Mas nosso livre arbítrio foi a dica que Ele nos deu pra que nós o deixássemos de fora das conseqüências dos nossos atos um pouquinho, porra. Mas dessa vez eu devo ter enchido o saco Dele. Ah! Agradeci tanto e tanto e tanto!! E tantas vezes! Devo ter sido um pentelho. Sabe quando você desculpa um amigo por alguma merda que ele fez e ele fica insistindo em dizer “puxa, desculpa mesmo, tá?”. E a gente na maior paciência diz: “Tá desculpado, cara. Esquece isso”. Aí a gente tenta mudar o assunto, mas esse mesmo amigo insiste: “poxa, obrigado mesmo por me desculpar, cara. Foi mal de verdade, tá?”. E você doido pra esquecer essa história toda, na maior paciência, diz: “nada, cara, tranquilo, relaxa”. Aí você vai ao banheiro fazer xixi e esse amigo vai atrás de você e continua: “pô, cara, desculpa mesmo, viu? Foi mal”. Ah! Que porre!! Vai tomar no cu, porra! Vai balançar meu pau também, ô, viado? Da próxima vez não desculpo mais então, caralho! Mas com esse lance do Songbook… “Pô! Valeu, meu Deus!” – pela milionésima vez.

Tem outras coisas bacanas demais no Songbook também. Uns depoimentos carinhosos de artistas amigos que têm participação fundamental nessa nossa longa trajetória. Luiz Caldas, Daniela Mercury, Durval Lélys, Torcuato Mariano, Coelho (com um depoimento divertidíssimo), Margareth Menezes, Ivete Sangalo, Orlando Morais.

Um parêntese para falar de Orlando Morais:

Ah, Orlandão! Que lindo foi seu show ontem no Teatro Castro Alves. Que banda foda! Que repertório bonito, corajoso. Nove inéditas! Se uma banda de axé sonhar em fazer um show com nove inéditas, por mais divertidas que as músicas sejam tá lascada. Mas você fez isso. Com a maior dignidade, ousadia e talento. E a platéia acompanhava com olhos e ouvidos atentos. Percebia vigilante a força e a beleza das suas canções e poesias. Você me deu um puta presente. Nossa música ficou linda. “Valeu, Na Boa” é a nossa primeira parceria. Sublinhe e grife em negrito a palavra “primeira”. Ambos sabemos que outras histórias serão contadas por nós em forma de música. Ter uma composição com você é um presente maravilhoso. Não tanto quanto o presente que é tê-lo e percebê-lo como um amigo de fato. Quem presta atenção em suas letras inteligentes, maduras e lindas nem sonha com a sua capacidade encantadora de falar merdas divertidíssimas em mesas de bar. Bento é uma figura e foi mágico assistir seu show ao lado de meu pai e de Malu. Obrigado pela homenagem sincera a mim e ao Jammil. Amamos você. Beijos.

P.S: Não achei mesmo seu celular. Que merda. Se fodeu!

Voltando ao Songbook:

Se você é fã e está aprendendo a tocar violão, acredite: você vai adorar o livro!

Se você não sabe tocar porra nenhuma, mas curte o Jammil, vai adorar também!

Se você não curte o Jammil, mas acompanha as edições da Lumiar, vai curtir igualmente.

Se você simplesmente tem ternura pra compreender que existe uma banda na Bahia ousando e inventando novidades, vai adorar da mesma forma.

Dedico toda a minha alegria, em meu nome e de Tuca, Beto e de toda banda, a Paulo Borges.

Mais que um empresário, um parceiro e amigo. Um profissional respeitadíssimo que tem a competência e a sensibilidade de perceber que existem caminhos floridos, delicados e encantadores nesse matagal de mais do mesmo, fofoquinhas, ti, ti, tis, concorrência e ambições que é esse nosso maravilhoso show business baiano.

Também a Didi. E a Jesus Chediak – lindos!

Agora, se você acha que toda essa minha empolgação é exagerada só porque o Jammil tem hoje um Songbook, componha então dez sucessos nacionais, mantenha um grupo unido e coeso por dez anos e depois abra a boca pra falar qualquer merda que queira. Ou então pegue um catálogo telefônico que é bem mais grosso que qualquer Songbook que você possa imaginar, enrole bem enrolado e meta no meio de seu cu.

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Rosita! Parabéns, meu amor! Que Deus te abençoe e proteja sempre. Te adoramos muito!

Você é tão atenciosa que – olha só que contradição – nem presta atenção no quanto é querida e amada! A farra nos aguarda! Somos escorpião de rocha! Quem for sapo que agüente!

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lançamento do Songbook:

dia 30 de Outubro, na editora Saraiva de Salvador.

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Fomos pro lançamento da cantora nova do Araketu: Larissa Luz.

Que não é luz só no nome. Linda! Boa sorte Dona Vera, Larissa, banda Araketu. E também a Tatau, na sua promissora carreira solo

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O Oi Luau do Jammil do Rio foi transferido pra Março de 2008!!

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Cris Ribeiro acabou com seu Totônho e está subindo pelas paredes. É a mulher-aranha da carreira solo. Alexandre Frotta soube da novidade e a convidou pro seu novo filme com Rita Cadillac.

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Tuca está solteiro novamente outra vez. Eu já tratei de trancar minhas gavetas!

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O Rio de Janeiro continua lindo!

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Os ensaios da negra Cor estão bombando em Salvador!

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A música nova do Chica Fé é de foder! E é de Carlos Pitta!!! Tava com saudade das coisas dele

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Tropa de Elite é bom pra caralho mesmo! Wágner Moura é foda! Até Thaís ele matou!

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Hakuna Matata!

postado por: manno