abr
Valeu, foi bom, adeus
Oi!
Então…
A brincadeira foi muito legal e tal, mas enchi o saco desse tema bobo.
Quem entendeu o que eu quis dizer entendeu, quem não entendeu não tem jeito, paciência. Fica o dito pelo não-dito e assim viveremos felizes – ou infelizes – para sempre.
Mas desse episódio todo percebi algumas coisas bem interessantes:
Primeiro que, de fato, somos, lamentavelmente, um país de iletrados e semi-analfabetos. A maioria das manifestações nos comentários aqui no blog é um parque de diversão de erros de português e assassinatos da nossa lindíssima gramática.
Óbvio que não perdi meu tempo lendo os trocentos mil comentários furiosos aqui postados. Mas quando eu me divertia lendo alguns, ficava chocado com a maravilhosa capacidade Mike Tyson que algumas pessoas têm de nocautear nossa surpreendente língua portuguesa – socando sem pudor suas conjunções, concordâncias e conjugações verbais belas, riquíssimas, com seus detalhes prateados, exceções e maneirismos.
Por exemplo: para alguns de vocês que disseram que eu merecia tomar no cu, aceitem o que vou explicar: a palavra “merece”, assim como “disfarce”, ou “padece”, ou” favorece”, ou “carece”, não se escreve com cê cedilha, tá? Ninguém merece a palavra “mereçe”. Curioso, né? Mas é assim que funciona, poxa.
Teve um que disse que “perdeu sete minutos da vida lendo o blog”. Gente! Um cara precisar de sete minutos pra ler aquele texto que escrevi em dois tem que desistir de ler García Márquez. Ia demorar dois anos pra entender o primeiro capítulo.
Outra coisa que percebi:
Olha só… Como a maioria dos blogs de empresas, governos ou bandas, ou sei lá do quê, temos acesso aos endereços eletrônicos de vocês. Sabemos identificar quem nos escreve ou manda vírus, spam, essas coisas aí. Putz!!! Teve uma garota que escreveu cento e vinte vezes no blog. Cento e vinte vezes! CENTO E VINTE VEZES, porra! Com nomes trocados, claro. Uma hora ela se dizia ser Ronaldo; outra, Michael, outra Mariana, outra Sheila, outra Ricardo, e por aí vai…
Outro rapaz, de São Paulo, escreveu mais de cinqüenta vezes. CINQÜENTA vezes!
Pergunto-me: o que faz uma pessoa escrever tantas vezes assim, pra um mesmo lugar, pra falar a mesma coisa? De maneiras tão diferentes e tão iguais? Tantos livros ótimos pra serem lidos, tantos filmes bons pra serem vistos, tantas discussões sérias pra serem conversadas, e eles aqui, postando “vai se foder, Manno Góes”, “Manno Góes, filha da puta”, “Manno Góes , sua banda é uma merda”. Que falta do que fazer, pô. Ou de pinto mesmo, sei lá. Se eles soubessem de quem, ou conhecessem de fato as figuras a quem me referia, e se os embrulhassem num lençol ou papel de presente e levassem-nos pras suas casas, garanto que mudariam rapidinho o foco e perderiam este tempo precioso ligando pra um hospício, e não acessando nosso site tão bonitinho e discretinho. Ninguém nem acessava a gente, gente! Que legal termos ganhado o prêmio de site de banda mais acessado do mês! Brigado,brigado, brigado!
Sabe o que eu acho? Vocês dois, poxa, interpretaram bem mal meu texto, assim como um bocado de gente. Que, sei lá porque, acharam que eu tava falando mal de seus artistas preferidos. Fazer o quê, né? Que vocês dois então cumpram mesmo suas promessas e NUNCA MAIS, mas nunca mais MESMO apareçam num show do Jammil. Aliás, acho de verdade que vocês nunca foram pra um show da gente.
Ah! Outra coisa: quando vocês usarem o termo “a gente” ao invés de “nós”, lembrem-se de separar o artigo “a” do substantivo “gente”, tá? “Agente” junto só se vocês se referirem a algo ou alguém que atua, opera, agencia, como os agentes federais, 007, Maxwell Smartt, essas coisas, ok? Se quiserem dizer “a gente nunca mais vai pro seu show”, lembrem disso, tá?
Tadinhos de nós, ô. Quase ninguém vai mesmo pros nossos shows, caramba! Tenho certeza de que a média de público de oito mil pessoas que os freqüentam são ficções ou alucinações provocadas em mim pelos entorpecentes que vocês dizem que eu uso. Meu nome não é Johnny, ô, cambada!
Ficamos tão felizes quando fazemos shows perto de parentes, que, amigos que são, além de comprarem ingressos, ainda nos oferecem almoços, churrascos, biritas e espetinhos de bode no boteco da esquina. A gente vira a noite rindo e acreditando que vale a pena a estrada, a saudade da família e dos amigos. E que a vida é, de fato, uma maravilha. Aliás, sugeri, inclusive, pra que a gente ganhasse alguns trocadinhos e enchêssemos nossos cofrinhos vazios, que cobrássemos um real de cada comentário postado aqui no blog. Pô! Ia dar pra pagar minha cota do mês de picolé capelinha sabor creme de ovos comprado na barraca de Jajá, na praia do SESC. Mas, não sei porque, Tuca e Paulo Borges reprimiram minha sugestão. Beto foi o único que adorou, pois, assim como eu, também adora picolé de creme de ovos. Algo que parece que nosso Ronaldo Fenômeno também adora. Tadinho…
Dentre os poucos comentários que li, um me chamou muito a atenção. O de uma mãe, que escreveu muito bem e com argumentos pertinentes. Nossa! Eu escracho mesmo pra valer aqui. Antes mesmo deste polêmico e bobo texto, já usava palavrão pra cacete em tudo que era post. Adorei o que ela escreveu e concordei com ela. Por isso, nosso blog, a partir do próximo mês, será proibido para menores de dezesseis anos. Acho que é uma boa solução. Ou não? Ei… Não vale ser maldoso e dizer que é melhor tirar essa merda do ar! Basta meu advogado gato dizer isso.
Não vou mudar minha maneira de escrever. E sabe porque eu não vou fazer um blog meu, fora do site do Jammil? Um site do Manno Góes? Porque a cada dez músicas que vocês ouvem do Jammil, dez são minhas. E nem por isso faço carreira solo. Até porque não tenho talento pra isso e também porque – principalmente – tenho a sorte e a benção de Deus de ter um intérprete como Tuca cantando e incorporando minhas composições. Tuca, aliás, pode até ter odiado meu post anterior. E ele odiou realmente. Mas, como todo bom amigo e pessoa inteligente que é, demonstrou claramente os pontos que não lhe agradaram. E os que o agradaram também. Mas que manteve a hombridade e o carinho de sempre e me deixou à vontade pra que eu fizesse e reagisse como eu bem entendesse. E tomasse a decisão que eu achasse cabida. E se ele gosta da maneira que eu escrevo, se Beto gosta, se PB gosta, e se um bocado de gente gosta, digo ao povo que fico! Não vai ser por causa de um bocado de gente que manipulou e descontextualizou o que eu escrevi que vou me impedir de cuspir aqui minha verborréia divertida e sincera, pra quem de fato curte nossa banda e nossas histórias de garagem.
Como esta é a última vez que vou tocar neste assunto, retifico: não sou, nunca fui, nem nunca serei homofóbico! Acho qualquer tipo de preconceito um retrocesso. Tenho um bocado de amigos gays – tive um dos melhores assim – e os amo e compartilho com eles momentos divertidíssimos! Todos eles, amigos que são, puxaram minha orelha e disseram : ”ô, Manno. Você escreve tão bem. Que merda foi essa, hein ?” Riram da minha cara de bunda e pediram outra cerveja. Fiquei sem graça foi quando me disseram que o GGB – Grupo Gay da Bahia – estava puto comigo. Porque acho o trabalho e a luta do GGB uma conquista, uma vitória maravilhosa do bom senso. Bem administrada e representada por pessoas competentes, capazes e inteligentes. Que merda de sensação senti quando percebi que pareci ofendê-los, sem querer, e às suas idéias e causas. Juro por Deus: foi o único momento em que lamentei tudo isso. Queria ligar pro Marcelo e pro Luiz na hora. Porque os admiro e os respeito muito. Mas tudo tem seu tempo, seu jeito e seus acordes. Como a música.
Outra coisa: não critiquei os fãs! Não critiquei os que ficam nas portas de hotéis, aeroportos e escadas de estádios de futebol. Sacaneei sim as figurinhas marcadas. Aqueles que estão nos camarins e portas de hotéis de todo mundo. De Ivetinha, de Claudinha, de KLB, de Jammil, de Daniel, de sei lá quem mais eu citei. As mesmas pessoas! Parece o mosquito da dengue. Você olha pro lado e ói lá eles! Pô! Eles são um pé no saco! ELES CINCO SOMENTE! FULANO, BELTRANO, SICRANO, TELTRANO E GOLDRANDO. Eles sabem quem são. Sumiram do mapa rapidinho depois da minha pouca vergonha de expô-los como verrugas depois de ácidos no meu post rude. Referia-me a esses cinco pentelhos somente. Chatos e asquerosos – vermes sim – que não são referências, porra. Jamais sacanearia Ivetinha, Claudinha, Durval, Sandy, sei lá quem. Muito menos seus fãs, porra. Muito menos ainda os pouquinhos de fãs que nós do Jammil, tadinhos, temos. Adoro nossos fãs! Sabem até cantar nossas músicas – olha só que massa!
Foi tudo um mal entendido justificado pela maneira – reconheço – deselegante com que escrevi. Tava azedo mesmo, assumo. E puto! Ah! Mas como eu queria que vocês soubessem mesmo de quem eu estava falando. Como eu queria dar nome aos bois aqui sem me preocupar com processos. Nada que justifique mesmo meus palavrões. Meus termos chulos e palavras feias. Mas eu tava tão puto, porra! Eles haviam acabado de me pedir ingresso pro show que eu iria fazer, e quando disse, educadamente, que eu não tinha, eles mandaram eu meter meus ingressos no cu e me foder. E os ingressos eram enormes, porra! Meu pobre cuzinho provavelmente iria se machucar. E eles usam marcas de gel fedidas sim! Mas que são caríssimas, ô! Ao contrário dos que pensaram que eu me referia a marcas de gel baratas. Quem usa gel barato sou eu: Bozzano! O melhor, o mais fácil de achar, que não estraga meus cabelinhos e que tem como herdeiro um mergulhador gente-fina pra cacete.
Quero agora falar de Leão Lobo. Porque teve gente que me disse: “a culpa dessa polêmica toda é do Leão Lobo, que publicou isso no site e no programa dele”.
Pô, galera. Eu adoro o Leão Lobo. De verdade! Desde a época em que assistia com meu pai ao “Show de Calouros” do SBT, com Leão Lobo, Sérgio Mallandro, Pedro Di Lara, Nelson Rubens, Wagner Montes, Sônia Lima e a inesquecível Aracy de Almeida no júri. Eu adorava aquela maluquice! Tinha uns onze anos, sei lá. Não perdia um “Show de Calouros”! Sílvio Santos nunca chegou tão perto da audiência da Rede Globo como naqueles tempos. Nem o “Show do Milhão” garantia ao SBT tanta repercussão positiva. E os tiri-rim tiri- rim do tecladinho que multiplicavam os prêmios dos calouros que se saiam bem eram impagáveis! O Leão Lobo sabe do que eu estou falando. Já tive o prazer de encontrá-lo antes de alguns shows da gente no camarim. Ele sempre foi carinhoso, educado e gentil conosco. Tá ali na TV cumprindo o papel dele de bom comunicador que é. Vai dizer que você não adora uma fofoca? Oxe! Todo mundo adora! Mas o importante é você saber filtrar as fofocas e transformá-las em informação. Leão Lobo mostra onde tem fumaça. Se há fogo, cabe a gente depurar.
Eu, por exemplo, acredito e torço pra que nosso querido Ronaldo Fenômeno – que tantas alegrias nos deu – esteja sendo apenas vítima de extorsão. E que o padre “Adelírio” tenha sobrevivido em algum lugar do pantanal com seus balões. Pra gente deixar Isabella descansar em paz. E pra que Marcelo Rossi tenha a mesma idéia que ele e encha um milhão de balões e resolva ir pra Conchinchina. Ah! Que maravilha seria! Posso falar que Marcelo Rossi é um pé no saco, gente? Tá bom, não falo então. Sou o Maninho paz e amor a partir de agora.
Ah, porra! Não resisto! Sou católico, pô!!! Mas eu não mereço as homilias de Marcelo Rossi, pelo amor de Deus! Fui um péssimo aluno, mas pelo menos estudei jornalismo!
Tanto padre bacana por aí pra gente falar e a gente só ouve notícias desses malucos que pensam que voam. Ou daqueles que acham que cantam e que falam de elefantinhos. Ou daqueles que se vestem de santa, dão a louca na missa e são expulsos da congregação.
A mídia adooooraaaaa!!!!
Pra mim morreu o assunto baixo astral, tá? Pra vocês não? Paciência. Escrevam o que quiserem. Se manifestem como bem quiserem. Xinguem-me como quiserem. Mas vamos combinar uma coisa, certo? Respeitem nossa língua pátria.
E para aqueles que se justificarem dizendo: “não tive acesso a bons colégios como você, seu merda”; acreditem: Os merdas são vocês – que ao invés de estarem lendo alguma coisa, cobrando do governo melhorias na educação, acompanhando as reuniões e congressos que estão acontecendo no país sobre investimentos em educação pública, lendo as matérias sobre o assunto nos jornais A tarde, Correio da Bahia e Tribuna, bem como em revistas como Isto É, Veja , Época e Carta Capital – estão aqui perdendo seu tempo em blogs de merda de banda de axé, ô.
E estreou “Homem de Ferro”…
namastê!

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