24
jun

Dexter…


Vamos falar de amor!

Aquele sentimento que dá no peito, que começa como desejo, que vira paixão e que tira o sono. E quando este vem – o sono – se transforma em sonhos.
Outro dia, depois de um show, num quarto de hotel, disse pra um amigo cantor muito bonito, bem sucedido, alegre e inteligente: “escolhemos a pior profissão que existe; sabemos falar de amor como poucos, mas escolhemos amar justamente a quem não sabemos o que dizer”. Abrimos outra cerveja e nos preocupamos menos com os telefonemas que interrompiam nossa conversa cabeça. Percebemos que sabíamos falar tudo sobre tudo com quem quer que fosse. Mas quando se tratava do tal do amor, tremíamos tal qual vara verde e pensávamos: “ O que diria Renato Russo?”

Depois reclamam que eu fujo. Deixem-me viver meu momento Schopenhauer, tá?

Amar pra que, se daqui que eu convença minhas boas e sinceras intenções, o foco do meu sentimento já se despiu de mim e construiu tijolos em outros terrenos?

Deve ser foda mesmo gostar de alguém que vive na estrada, cercado de glamour e pessoas interessantes dando mole. Acho que demonstração maior de carinho e respeito não há quando continuamos vivendo e agindo da mesma maneira que somos. Dando menos espaço a quem se aproxima querendo cama, mas dando o mesmo espaço a quem se aproxima querendo uma foto, um “oi”, um “adoro você”.

Enche o saco tentar provar fidelidade o tempo todo. E deve ser mais difícil ainda pra quem precisa de provas.  C’est La Vie.  Que venham ao menos inspirações.  Que resultam em canções. Que viram coro. Que se transformam em dinheiro.

Dinheiro pra boas viagens em primeira classe pro lugar que eu quiser. Difícil eu querer ir pra algum lugar que não seja com alguém que valha à pena. Melhor ficar em casa ouvindo Tuca reclamar do Bahia.

Essa solidão cheia de gente já está me enchendo o saco…

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Nossa nova música de trabalho começa a tocar dia 26 de Junho. “Tchau, I Have To Go Now” é cheia de charme e sotaques funkeados.  Espero que as pessoas gostem e se sintam próximas do que a letra quer dizer. Querer ficar e não poder é orelha eterna de qualquer livro de cabeceira que eu venha a escrever um dia.

40 segundos do que está por vir no DVD pra vocês:

http://www.5600k.com.br/JAMMIL_2008/TCHAU_40”.mov

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Tocar no São João foi dançar colado com a irmã. Muito legal, mas com gosto de nada.

O forró do Sfrega, em Senhor do Bonfim, foi uma surpresa agradabilíssima. Uma multidão de doze mil pessoas, ávidas por farra e birita, correspondida à altura com um bom show da gente e muita doideira e pegação.  No dia seguinte, em Cruz das Almas, o forró do Bosque também superou as expectativas.

Mas com todo respeito aos contratantes e público pagante: Não há preço que pague eu trocar minha noite de São João queimando chuvinha com minha filha ou acendendo bombas em quartos de amigos dorminhocos pelo show que for. Difícil que a gente toque novamente em qualquer  festa de São João. Na véspera, tudo bem. Mas na noite??

Hummm…

Queríamos ser público, e não palco.
Na boa…. Natal e São João são merecimentos. Meu cu pardal que eu toco de novo nessas datas!!!

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Antes do show da gente em Cruz das Almas teve show de Zezé de Camargo e Luciano.

Como é fácil entender o sucesso desses caras!  Banda foda! E acreditem: Luciano é talentoso pra caralho! Se Zezé arrebenta as pregas do cu estourando aqueles agudos inacreditáveis, Luciano segura a segunda voz com muita competência e elegância. Amei!

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“Eu não vou negar que sou louco por você
Estou maluco pra lhe ver, eu não vou  negar.
Eu não vou negar sem você tudo é saudade
você traz felicidade, eu  não vou negar…”
“Dizem que o amor é ridículo. Que nos torna ridículos. Que nos faz dizer palavras ridículas.
Então eu não me importo de ser ridículo para dizer que te adoro, que estou apaixonado, que te amo. Sujeito-me a esta ridicularidade apenas por um motivo. Paixão.
E ainda dizem que a Paixão é ridícula?
Ridículo é aquele que nunca sentiu o amor.
Ridículo é aquele que nunca tremeu por amor.
Ridículo é aquele que diz que o amor é ridículo.
Quando digo ‘amo-te’, estou a ser ridículo? Só gostava que me respondesses duma forma ridícula – ‘eu também te amo’.

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“Toda carta de amor é ridícula” – Fernando Pessoa
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“e te digo tudo de novo, da mesma forma, do mesmo jeito, com as mesmas palavras. Não dizem que as palavras quando repetidas viram concreto? Quero construir palácios.”

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Namastê
Manno Góes

postado por: manno


07
jun

FESTA PLOC


Na sala, a macacada reunida. A galera grita, acompanhando o DVD FESTA PLOC: “Eu tenho a força, sou invencível, He-man. Lá lá lá la´la´lá lá”! Isso porque já acordaram o prédio inteiro berrando com Rosana e seu dançarino impagável acompanhando “COMO UMA DEUSA”. As deusas me fazem lembrar que a vida anda é pra frente! E pra frente é que eu sempre andei e gostei de andar. De caranguejo nem da pata peluda eu gosto.

Aí, no DVD, Afonso, do DOMINÓ, começa a cantar TÔ “P” DA VIDA.  E os berros aumentam. As janelas dos vizinhos começam a se abrir e as luzes de suas casas a se acender. Amanhã meu síndico gente boa vai dizer: “Porra, Manno, de novo?”. E eu vou rir e dizer: “hein?”.

Paulo Borges, meu vizinho e empresário, aproveitou as folgas do Jammil e foi pra Paris. O sonho dele era conhecer Yves Saint Lorran. Não pôde, vai pra missa de sétimo dia. Na última vez que ele foi pra Paris, Verssaci foi quem morreu. Já mandei avisarem pra Calvin Klein: “Não deixem Paulo Borges ir novamente pra Paris!”. Se ele estivesse aqui estaria ouvindo a confusão que está rolando no prédio.

Cabelinho abriu a porta do meu quarto. Perguntou: “Tá fazendo que porra aí?”. Respondi: “Vai tomar no cu. Daqui a pouco volto”. Ele riu, avisou que ia botar um forró pra tocar e voltou pra sala. Atirando pra todo lado, como sempre. E acertando quase todos os tiros, claro! Amanhã que ele saia se desculpando! Opa! Aviões começou a tocar! Adoroooooo! Por falar em Riquelme, virei Fluminense desde pequeno naquele jogão!

Ah! Minhas Micarandas! Não sabem o que é Micaranda? A micareta da varanda!

Reclamaram de mim: “Você parou de escrever no blog, foi?”. Claro que não! Sempre escrevi uma vez por mês aqui. Esse é o blog de Junho. Mês do São João! Festa junina no nordeste é muuuuito de foder. Dançar forró, comer milho cozido, se fantasiar de caipira, peidar amendoim, encher o rabo de cachaça, beijar a boca de todo mundo sem lembrar que fez isso no dia seguinte. Brincar de chuvinha com a meninada antes de ficar neném. Jurar amor eterno pra paquerinha do dia…  Lembrei de Cabelinho cagando na pousada de Vera. Eu arrombei a porta do banheiro e estourei um Adrianino doze tiros em sua direção. Gil, vocal do Jammil, é testemunha da cena de Cabelinho nu, com o cu melado de bosta correndo pela pousada me xingando com o pinto balançando e querendo me acertar um chute: “viado, filho da puta, escroto”. Hahaha

Nordeste, terra estranha. Povo encranhado, guerreiro. “Antes de tudo, o nordestino é um forte”, já dizia Euclides da Cunha. Como baiano, até me esqueço que sou nordestino. Porque o baiano, principalmente o soteropolitano, nem lembra que é nordestino. Não porque se sinta outra coisa, mas porque o nordestino clássico tem o estereótipo do sertão, da seca, do cangaço. E aqui, com esse visgo de carnaval e praia que nos envolve, nem percebemos que fazemos parte dessa fatia do Brasil sobrevivente aos preconceitos. Rico em cultura, alegria e humildade. Um povo intenso.

Aprender a conhecer detalhes do Nordeste foi um presente massa que recebi de uma pernambucana muito especial que passou por minha vida e por quem tenho o maior respeito. Deu vontade de falar de Zé Ramalho.

Peraí que me chamaram pra ver as meninas aqui na sala dançando “SENTA QUE É DE MENTA” sobre uma garrafa de Green Label. Voltei. Ainda bem que não tinha um CD com “CHUPA QUE É DE UVA” aqui. Provavelmente iriam dançar sobre minha garrafa de Chateau Lafite, virando-a no gargalo como fizeram com meu Green Label.

Sim, mas deixa eu voltar a falar de Zé Ramalho. Amo Zé Ramalho! Tuca ama. Beto ama. E meu sonho, desde o primeiro CD ao vivo da gente, é contar com sua participação em um CD da gente.

Ai, minhas micarandas… Depois de uma delas que compus “TCHAU”, a nova música de trabalho do Jammil. E também “SAUDADE DÓI”, outra inédita que vai estar no nosso novo DVD.  Muitas vezes componho assim: Faço uma farra da porra com os amigos. Em determinado momento percebo que alguns DVDs que ponho pra tocar não dizem o que quero dizer. Então componho aquilo que acho que colocaria pra galera se divertir. Foi assim com Praieiro. Com É Verão. Com Tchau. Com um bocado de música. E as primeiras pessoas que ouvem as músicas que faço pro Jammil é a galera da banda.

A coisa que eu mais gosto no mundo é de mostrar música inédita minha pra Beto. Porque ele gosta de tudo que eu faço. Porque Beto tem o coração do tamanho do pau dele, que é enooooorme! Virei Fiscôla! Fiscal de rola. E ainda me chamam de homofóbico! E sempre perguntaram: ”porque vocês chamam Beto de Jhow?”. A gente sempre mente e diz que é porque ele é de outro mundo. Mentira… É porque ele é o Jhow Holmes baiano. O mais carinhoso e fofo que Deus pôs no mundo.

Estão me enchendo o saco pra eu voltar pra festa. Vou fazer isso. A primeira coisa que vou fazer é colocar um DVD do Queen.  Fred Mercury iria enlouquecer com o pinto de Beto. Ia ser “Love of my Life” de manhã, de tarde e de noite.

Cabelinho acabou de ler o texto e pediu pra eu não falar sobre o cu melado do São João. Tá bom, Cabelinho. No próximo blog eu prometo não falar.

Bom. Depois de queimar (ou de fazer) o filme de Beto, me despeço.

Jhow Man, te amo!!! Fique chateado não, tá? Mije longe de mim e seja sempre esse ser humano fantástico que você é. Você tocou pra caralho no nosso DVD! Aí, picão!!!!!!!!!!!!!!!!! Sabia que no último “Superman” as cenas do ator de sunga tiveram de ser retocadas por photoshop por causa do pintão dele? Ele de sunga parecia que tava de pochete! Hahahahaha! Coitada da Louis Lane! Ou boa dela, sei lá. Cada uma com sua curiosidade. Igual a você, Jhow, experimentando as calças da Cavallera!

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Convidaram-me pra que eu desse uma palestra num encontro de jovens sobre drogas. Desculpem por eu não ter ido. Eu tava doidão.

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E me convidaram pra um encontro de ex-fumantes. Uma senhora mandou: “eu quando parei de fumar fiquei muito excitada, ansiosa. Muito mal mesmo”

Eu falei: “Pô, eu também”

Ela me perguntou: “e o que você fazia pra ficar bem?”

Eu respondi na lata: “fumava uns dois cigarrinhos e ficava tudo uma maravilha”.

Me responderam que aquilo ali era uma reunião séria e eu nunca mais voltei praquela merda.Beijossssssssss

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PARABÉNS, CAPTAIN, MY CAPTAIN.

“Seus melhores remédios têm nomes lindos como Mumu, Cabelinho, Cezinha, Rebecão…”  Tarjas pretas, via oral, duas vezes ao dia. Te amo.

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P.S: Vocês assistem LOST???  Gente…. Aquela porra é muito doida!! O que é aquele monstro de fumaça????

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Antes de perderem o tempo da delicadeza, durmam e acordem com a cabeça mais tranquila. Muitas coisas mudarão de lugar. Em algum lugar no tempo estaremos todos bem, felizes, do lado direito de Deus.

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Namastê

Manno Góes

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Já que o Coelho teve este direito, Cabelinho também o terá. Segue aqui o post dele:

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ESCRITO POR CABELINHO:

Puta Que Pariu, lá vai eu me fodendo de novo… rsrs

- Sua garrafa de Green não foi consumida. Lembrei que Clay fez uma mágica com ela na coreografia do “senta que é de menta” quando ele levantou a garrafa tinha desaparecido… Uma hora ela vai ter que aparecer… rsrs
Acho que depois que vc vestiu ele de Múmia, achou que tinha super-poderes..

-Essa do São João do ano passado foi foda, Ninguem tem idéia do que é ser surpreendido no trono por doze “explosões” dentro do banheiro. Saí correndo mesmo, tropeçando na cueca. O quarto virou uma nuvem de fumaça. Nesse dia vc conseguiu, literalmente, esvaziar a pousada. Vera não deve estar acostumada a ver se formarem filas pro Check Out às 6 da manhã de um domingo… haha
Tô me lembrando que esse dia já começou dando sinais de insanidade. Esses mesmos fogos foram utilizados por Mumu para anunciar nossa chegada na festinha junina na casa de Daniela, mas que serviram mesmo para assustar os cães da cantora. Só sei que a festa quase acabou aí, antes de começar pq todo mundo foi ajudar a procurar os animais pelo condominio. O último deles, foi encontrado quase uma hora depois, nos últimos suspiros, se afogando na piscina do vizinho, ainda bem que sobreviveu. Depois, no meio da festa, formou-se uma quadrilha junina, vc fez “par” com Daniela e deu nela uma queda memorável… hahahahahah

Manito, são tantos “causos” que dariam um bom livro, com certeza e isso é muito bom. Muito bom também saber que estes medicamentos que DOCTOR te recomendou tenha servido para algo… Tenha certeza que a recíproca é verdadeira e que também me trato com doses de M. Góes… hahaha
Vou dormir, a micaranda de ontem foi foda e hoje tem esse níver, que com certeza vai ser cenário para um capítulo grande desse bom livro…
Abçs

postado por: manno