jun
Dexter…

Vamos falar de amor!
Aquele sentimento que dá no peito, que começa como desejo, que vira paixão e que tira o sono. E quando este vem – o sono - se transforma em sonhos.
Outro dia, depois de um show, num quarto de hotel, disse pra um amigo cantor muito bonito, bem sucedido, alegre e inteligente: “escolhemos a pior profissão que existe; sabemos falar de amor como poucos, mas escolhemos amar justamente a quem não sabemos o que dizer”. Abrimos outra cerveja e nos preocupamos menos com os telefonemas que interrompiam nossa conversa cabeça. Percebemos que sabíamos falar tudo sobre tudo com quem quer que fosse. Mas quando se tratava do tal do amor, tremíamos tal qual vara verde e pensávamos: “ O que diria Renato Russo?”
Depois reclamam que eu fujo. Deixem-me viver meu momento Schopenhauer, tá?
Amar pra que, se daqui que eu convença minhas boas e sinceras intenções, o foco do meu sentimento já se despiu de mim e construiu tijolos em outros terrenos?
Deve ser foda mesmo gostar de alguém que vive na estrada, cercado de glamour e pessoas interessantes dando mole. Acho que demonstração maior de carinho e respeito não há quando continuamos vivendo e agindo da mesma maneira que somos. Dando menos espaço a quem se aproxima querendo cama, mas dando o mesmo espaço a quem se aproxima querendo uma foto, um “oi”, um “adoro você”.
Enche o saco tentar provar fidelidade o tempo todo. E deve ser mais difícil ainda pra quem precisa de provas. C’est La Vie. Que venham ao menos inspirações. Que resultam em canções. Que viram coro. Que se transformam em dinheiro.
Dinheiro pra boas viagens em primeira classe pro lugar que eu quiser. Difícil eu querer ir pra algum lugar que não seja com alguém que valha à pena. Melhor ficar em casa ouvindo Tuca reclamar do Bahia.
Essa solidão cheia de gente já está me enchendo o saco…
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Nossa nova música de trabalho começa a tocar dia 26 de Junho. “Tchau, I Have To Go Now” é cheia de charme e sotaques funkeados. Espero que as pessoas gostem e se sintam próximas do que a letra quer dizer. Querer ficar e não poder é orelha eterna de qualquer livro de cabeceira que eu venha a escrever um dia.
40 segundos do que está por vir no DVD pra vocês:
http://www.5600k.com.br/JAMMIL_2008/TCHAU_40”.mov
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Tocar no São João foi dançar colado com a irmã. Muito legal, mas com gosto de nada.
O forró do Sfrega, em Senhor do Bonfim, foi uma surpresa agradabilíssima. Uma multidão de doze mil pessoas, ávidas por farra e birita, correspondida à altura com um bom show da gente e muita doideira e pegação. No dia seguinte, em Cruz das Almas, o forró do Bosque também superou as expectativas.
Mas com todo respeito aos contratantes e público pagante: Não há preço que pague eu trocar minha noite de São João queimando chuvinha com minha filha ou acendendo bombas em quartos de amigos dorminhocos pelo show que for. Difícil que a gente toque novamente em qualquer festa de São João. Na véspera, tudo bem. Mas na noite??
Hummm…
Queríamos ser público, e não palco.
Na boa…. Natal e São João são merecimentos. Meu cu pardal que eu toco de novo nessas datas!!!
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Antes do show da gente em Cruz das Almas teve show de Zezé de Camargo e Luciano.
Como é fácil entender o sucesso desses caras! Banda foda! E acreditem: Luciano é talentoso pra caralho! Se Zezé arrebenta as pregas do cu estourando aqueles agudos inacreditáveis, Luciano segura a segunda voz com muita competência e elegância. Amei!
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“Eu não vou negar que sou louco por você
Estou maluco pra lhe ver, eu não vou negar.
Eu não vou negar sem você tudo é saudade
você traz felicidade, eu não vou negar…”
“Dizem que o amor é ridículo. Que nos torna ridículos. Que nos faz dizer palavras ridículas.
Então eu não me importo de ser ridículo para dizer que te adoro, que estou apaixonado, que te amo. Sujeito-me a esta ridicularidade apenas por um motivo. Paixão.
E ainda dizem que a Paixão é ridícula?
Ridículo é aquele que nunca sentiu o amor.
Ridículo é aquele que nunca tremeu por amor.
Ridículo é aquele que diz que o amor é ridículo.
Quando digo ‘amo-te’, estou a ser ridículo? Só gostava que me respondesses duma forma ridícula – ‘eu também te amo’.
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“Toda carta de amor é ridícula” – Fernando Pessoa
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“e te digo tudo de novo, da mesma forma, do mesmo jeito, com as mesmas palavras. Não dizem que as palavras quando repetidas viram concreto? Quero construir palácios.”
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Namastê
Manno Góes

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