21
nov

Jogado aos seus pés… ( eu sou mesmo exagerado)


Te liguei cinquenta , cem,

Mil,  um milhão de vezes.

 

 

 

 

 

Pra  saber se as suas costas ainda doem, se seu ombro melhorou, se você foi bem no teste.

Me entristeceria se eu não quisesse ouvir sua risada e te perguntar como foi seu dia.

Se eu não quisesse te falar das minhas coisas e da minha visita a Michael Bublé.

Te liguei cinquenta , cem,

Mil,  um milhão de vezes.

Pra poder ouvir sua voz que eu adoro e que me acostumei a ouvir

Pra compartilhar com você minhas poucas novidades

Pra te contar que terminei o livro que você indicou e que adorei gozar com você pelo telefone.

Me entristeceria se não tivesse tido vontade de te ligar nenhuma vez

Pra te contar que meu PSP chegou , que assisti ao trailer do filme novo de Wood Allen e que lembrei de você.

Que recebi elogios pelos meus comentários de ontem e que lembrei de suas dicas preciosas.

Te liguei cinquenta , cem,

Mil,  um milhão de vezes

Pra te contar que Johnnie está doente.

Me entristeceria se eu não tivesse tido vontade de te ligar nenhuma vez

Pra saber se você ainda quer tomar aquela sangria comigo ou reclamar das festas aqui em casa

Pra saber se ainda vamos conversar sobre enxoval e nomes de bebês

Te liguei cinquenta , cem,

Mil,  um milhão de vezes.

Pra te dizer, pela milionésima vez, “saudade, porra.”

Pra te ouvir reclamar dos meus cigarros, meus vícios e meus exageros ocasionais 

Te liguei cinquenta , cem,

Mil,  um milhão de vezes.

Pra saber se seu dente dói, se você tá comendo direito e se você está bem

Pra saber qual episódio de que série você assistiu e se está fazendo muito frio aí

Se você tem roubado salame da geladeira ou se tem pescado a internet de algum vizinho

Me entristeceria se eu não tivesse tido vontade de te ligar nenhuma vez

Pra te dizer que me importo com você

que estou jogado aos seus pés

 que sou bobo, romântico e seu

que não me importa o quanto meu jeito me faz parecer sério e intenso

porque tudo que eu quero é você pra sonhar junto, brincar, respeitar, rir e  amar

E que tudo o que eu preciso é de um abraço carinhoso seu.

Pra te dizer que é com você que eu queria estar.

Dando a mão e o coração pra te fazer feliz.

Te liguei cinquenta , cem,

Mil,  um milhão de vezes.

Pra te dizer cinquenta, cem,

Mil, um milhão de vezes que sim,

Que eu sinto a sua falta também

“Que pra gente estar junto, não precisa estar perto”

Pra te dizer que sonho com sua presença.

E que sua ausência é um pesadelo fodido.

Me entristeceria se eu não tivesse tido vontade de te ligar nenhuma vez

Te liguei cinquenta , cem,

Mil,  um milhão de vezes.

Pra te dizer que também odiei aquele show naquele lugar feio e sem nada

Que entendo o que você quis dizer com “não quero ir, lá é chato”

Porque só você sabe que eu também não queria ir pra lá ver sol nenhum nascer

Sem mar, sem ar, sem você

Te liguei cinquenta , cem, 

Mil,  um milhão de vezes.

 

 

 

 

Pra te dizer que torço pelo seu sucesso.

Pra te dizer que é pra você que eu dedico minhas orações e pensamentos bons.

Te liguei cinquenta , cem,

Mil,  um milhão de vezes.

Pra te dizer que sou humano

E que por te amar tanto assim que sinto tanta vontade de te ver

Que eu sei que faço merda pra caralho.

E  faço com o direito de saber que todo mundo faz merda quando precisa de água, de oxigênio ou de Carlton Red pra sobreviver e não encontra mais nada disso onde estava acostumado a encontrar.

E que não vou me culpar nem me desculpar por tudo.

Por isso te liguei cinquenta , cem,

Mil,  um milhão de vezes.

Pra dizer que choramos juntos porque nos amamos e nos odiamos juntos.

Pra te dizer que eu te amo

Que eu sinto falta de você

E se nem assim você acreditar no que eu sinto,

Te ligarei cinquenta , cem,

Mil,  um milhão de vezes.

Pra tentar te convencer de que eu não estou necessariamente feliz;

Estou apenas aprendendo a viver sem você

Te amo

Cinquenta, cem,

Mil,  um milhão de vezes.

“Românticos são poucos
Românticos são loucos desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso.
Românticos são lindos,
Românticos são lindos e pirados
Que choram com baladas,
Que amam sem vergonha e sem juízo
São tipos populares, que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão

Romântico é uma espécie em extinção.

Românticos são poucos,
Românticos são loucos,
Como eu
Como eu
(Como nós)”

 

 

 

 

postado por: manno


13
nov

Minoriafobia


Estamos vivendo o avesso do avesso.

Expliquem-me essa paranóia confusa:

 O que é lutar por dignidade e respeito?

É transformar a mais espontânea, simples e aparvalhada declaração em algo indigno e repreensível, num exagero de interpretações maldosas e muito, mas muito mais preconceituosas e maliciosas do que as afirmações que, mesmo sem a menor das más intenções, provocam discussões tolas, exageradas e esdrúxulas?

As “minorias” se sentem ofendidas o tempo todo. Que saco! 

Se eu digo que a eleição de Léo Kret é algo ridículo, sou chamado de homofóbico.

Se eu digo que alguns fãs filhos da puta, escrotos e fofoqueiros são, além de chatos, uns viadinhos (assumidéeeeeeeeeeeeeeeerrimos e orgulhosos por assim serem), afetados e muito, muito, muito metidos e inconvenientes, sou chamado de homofóbico.

Se Claudinha diz que prefere que o filho dela seja macho ao invés de gay, é chamada de homofóbica.

Se eu acendo um cigarro num pub onde se toca rock’n roll e reggae e todo mundo cheira pó ou acende um Bob Lélys Marley no banheiro, chamam o segurança pra me pedirem pra eu apagar meu Carlton ou me retirar do recinto.

Se eu tomo um chopp depois do trabalho e sou parado numa blitz, durmo numa delegacia algemado ao lado de um estuprador.

Se dou um pau de lança-perfume no carnaval e sou pego pela polícia, sou enquadrado no mesmo processo que um traficante.

Se eu vou tomar banho de piscina no meu condomínio e ponho Mercedes Sosa pra tocar na minha caixinha bonitinha do Ipod  (mesmo que esteja sozinho no ambiente, eu, Deus e minha caixinha amarelinha de Ipod formato bonequinho de Wall-E com aquela cara carente de  me-ame-pelo-amor-de Deus) o gerente do condomínio chega e pede pra eu desligar o som , volume ambiente de asilo,  lendo QUANDO NIETZSCHE CHOROU, ou serei multado.

Se eu desço com Johnnie, meu cachorro, pra passear e ele mija numa árvore, uma velha com cara de maracujá reclama da minha falta de educação. Se o neto dela mija na calçada, ela aponta pro pintinho dele e diz “que gracinha”.

Se eu pego um táxi para obedecer à lei seca e peço pra ele parar num posto de gasolina pra eu comprar uma saideira, descubro que ele é evangélico e ouço que ele só segue a corrida depois que eu terminar de tomar a minha coisa maldita antes de entrar no carro dele. Tomo sermão mesmo que pergunte a ele porque então o primeiro milagre de Cristo foi transformar água em vinho.

Se Margareth Menezes, negona, linda, afro-descendente total, absurdamente maravilhosa e representante legítima da raça negra canta “Rasta Man”, é chamada de rascista!! E obrigada a tirar a música da rádio!

Virei Minoriafóbico!

Tenho um amigo gay, preto, maconheiro e quase crente. Vou ser obrigado a deixar de visitá-lo.

Não quero correr o risco de ser chamado de politicamente incorreto quando acender um cigarro na casa dele.

Vou fazer tudo ao contrário. Se um negão peidar em um elevador cheio de gente comigo do lado, vou ser logo o primeiro a dizer: ”fui eu que peidei, fui eu que peidei”.  Porque se um branco qualquer que estiver do lado dele, mesmo sabendo que foi o negão que peidou, olhá-lo de cara feia e xingá-lo de peidão, pode provocar uma revolução social, com polícia, Sônia Abrão e jornal da manhã querendo ouvir testemunhas da manifestação de racismo.

Se estiver em outro elevador cheio, e um gay atrevido meter a mão no pinto do vizinho gato do oitavo andar, vou gritar na hora “fui eu que peguei, fui eu que peguei”. Porque se a vítima da mãozada, mesmo sabendo que foi o gay que apertou com gosto seu periquito o acusá-lo de assédio ou der um soco em seu nariz, pode ser preso por homofobia e agressão.

Meus amigos pretos e meus amigos gays que me beijam, me embriagam e que dormem aqui em casa vão ter que se afastar de mim. Porque num descuido posso chamá-los de negão ou de viados na rua. Mesmo que com o carinho de sempre. Posso ser processado por racismo ou preconceito sexual.

E vou voltar a fumar por defesa aos direitos dos fumantes.

 Meus tempos de ex-fumante me fizeram ver como os não fumantes são escrotos e preconceituosos. Fumante não é marginal! Minhas pequenas putas, meus cigarros, me convidam insistentemente pra voltar aos seus prazeres. Entendo que a fumaça incomoda os não fumantes. E, principalmente, a cabeleira de chapinhas das patricinhas loirinhas que vão pra bares beber vodka com energético, reclamando da fumaça do cigarro, até a hora em que aceitam fazer uma suruba na casa do novo-melhor-amigo que acabou de conhecer.

Fumarei longe delas. Porque posso ser considerado um pária, um asco, um ser inseguro que não conseguiu se desfazer da fase oral na infância e que procura no cigarro a compensação bucal  do seio maternal. Freud é muito doido! Cheirava pó e fumava. Vou procurar um analista freudiano pra me sentir menos culpado por só querer fumar meu Carltinho.

A minoria está muito chata.

Léo Kret não provoca uma discussão pertinente pelo fato dela ser gay. Ela vai governar com as idéias, e não com o cu. Como diria Gabeira. E sim pelo fato dela ser uma piada. O anão do Baby Beff sendo eleito provocaria reações de repúdio parecidas. A propósito, nunca vi um anão gay! Nem enterro de anão.

E porque só se questiona a resposta de Claudinha, e não a pergunta escrota do repórter?

Você queria que ela respondesse o que? “Sim! Desde que engravidei queria que meu filho fosse gay?”

E se vier a ser, acha que algum pai ou mãe deixaria de amar o filho da mesma maneira?

Meu pai e minha mãe quase morreram quando souberam que eu experimentei maconha. Achei uma merda.  Ainda acho até hoje. Acha que minha mãe disse pra minha tia: “que lindo! Manno tá fumando maconha”?

Uma vez liguei pra minha mãe e disse: “mãe, tô namorando. Não se assuste com o que eu vou dizer. Quero te apresentar. Estou namorando com o Cláudio, um moreno lindo que conheci num show”. Falei tão sério que ela acreditou. Apesar do susto, sabe o que ela me disse? “Maninho, meu filho… Se você estiver feliz…”

Pai e mãe querem que a gente seja feliz. E só. Maldade é usar pergunta capciosa atrás de resposta espontânea e manipulá-la a ponto de transformar um assunto bobo em algo preconceituoso que venda tablóide.

Lutar por respeito é justo. Procurar pretexto pra desrespeitar quem sempre teve respeito por todos é injusto. Escroto, covarde, preconceituoso e infeliz muitas vezes é o teor da reportagem.

Uma vez disse numa palestra que experimentei maconha e que achei uma merda. Quando disse brincando que, quando fumei pela segunda vez descobri que uma merda na verdade era a maconha que me apresentaram na primeira vez, fui muito mal interpretado. Usei o exemplo de Caetano que comentou uma vez sobre a maconha: “maconha é uma boa droga”. Nem por isso quis dizer que maconha é bom. Não gosto de nada que me dá lombra. Mas terminada a palestra, um bocado de gente veio me reprimir. Ou me perguntar como eu larguei o “vício”. Por falar em vício… alguém me dá um cigarro, pelo amor de Deus???

Parar de fumar é bom. Mas voltar é tão gostoooooooooso!!!!

A minoria está se fazendo de vítima e coitadinha o tempo todo. Tá chato isso.

Eu, hein. É o homossexual virando um heterofóbico. Um não fumante marginalizando um fumante. Um afro descendente apoiando o sistema de cotas (sistema de cotas no Brasil é questão econômica, e não racial). É o atleta criticando o Mc Dia Feliz. É o ecologista que é contra a pesca do tubarão. Até o dia que um tubarão almoça a perna do seu filho surfista na beira da praia.

 Meu sonho é um dia ir prum show de Elton Jhon! Vou gritar alto pra caralho, doidão, na frente do palco: “Viadooooo! Eu te amo!”.  Cheio do pau, fumando um cigarro atrás do outro, bebendo o que quiser, cantando aos berros, abraçado com três amigos gays “Your Song” . Sonhando em um dia casar com a mulher que eu amo ao som dessa música. Imaginando-a com seu sorriso largo e seus olhos de leoa, verdes como o mar da baía de todos os santos. Com sua elegância de fada, com corpo e rosto esculpidos por Deus. Meu amigos gays chorando, paquerando os padrinhos, se escondendo depois no banheiro pra queimarem um baseado, dizendo: “aiiiii… Que casal mais lindooooo!”

Transformar tudo em preconceito é uma viadagem!

Fuma quem quer. Se sente atraído pelo sexo que quiser.

Ser feliz é dar leveza, isentar-se de culpas e desculpas, caretices e preconceitos.

Entregar-se de corpo e alma a um desejo legítimo e descobrir que tudo que envolve e transforma a vida em algo fascinante e belo, é o amor.

Principalmente o amor próprio.

A minoria está muito vitimizada e preconceituosa. Tá ficando com a cara e careta da maioria.

Deus é pai. É meu, é seu, é nosso.

Namastê

postado por: manno


07
nov

Bom humor!


Devo exercitar melhor três coisas:

Escrever mais devargar

Pensar melhor no que eu escrevo

E não publicar o que eu escrevo rápido demais.

Principalmente quando estou de mau humor! 

 Já imaginou A GY e O Sam do Transalouca mandando todo mundo pastar às oito da manhã porque acordaram de ovo virado?

Me dêem um tempo pra eu acordar melhor, respirar, curtir o dia lindo que nasceu em Salvador. Vou pra Ipatinga hoje. Ver a mineirada que nós tanto adoramos.

Amanhã, Formiga.

Depois escrevo outra coisa.

Ah, que bom se tudo na vida fosse assim! Escrevêssemos nossa história com o direito de usar liquid paper de vez em quando… Ou simplesmente deletando certos momentos!

Bom fim de semana pra todos nós

namastê

postado por: manno