dez
21

Suiça


 

 

Então é Natal…

 

Como diria um amigo meu, “hoje é Pulp fiction, home boy…”

————————————————————————————————

 

Parecia falta de cocaína. Mas era só solidão. Só tristeza. Era medo. Era saudade. Era vontade de pegar o aparelho celular e atirá-lo na parede. Não porque ele poderia tocar insistentemente, mas justamente o contrário. Ele não tocava. Ela não ligava. E eu não abaixava o DVD. Tava rolando Frank Sinatra e o porteiro seu Zé burro ignorante fodido fedido insistia em interfonar pra me dizer que o vizinho do 1502 estava incomodado com o volume do som. Vai se foder, vizinho do 1502. Estou no décimo andar. Antes de você tem uma cacetada de apartamento pra ser incomodado com minha depressão. Mandei seu Zé ir à merda e arranquei o interfone da parede. O joguei na latrina e dei descarga.

 

Liguei do celular pra Maciel. Caiu na caixa postal. Liguei pra Silvinha. Chamou, chamou e a escrota não atendeu. Ainda bem. Se ela atendesse, bêbado como eu estava, era capaz de convidá-la pra vir aqui em casa. Ela aceitaria e eu teria que comê-la. Aquela gorda chata enjoada dos infernos.

 

Não tinha mais ninguém pra ligar. Eram três e meia da manhã. Terça-feira. Dia em que as putas chegam de outras cidades. Porque é assim que o mercado funciona. Você vai no puteiro na segunda, só encontra as piores. Carne de churrascaria. Resto de fim de semana. Sobra de farra. A partir de quarta é que o serviço começa a melhorar.

 

E hoje era terça. A quarta terça-feira do ano sem ela. Sem aquela por quem meus olhos brilhavam quando viam. Por quem meu rosto mudava de expressão e sorria ao encontrar. Aquela que me fazia esquecer os cigarros e que me abraçava ao dormir. A primeira a me fazer crer em Deus.

 

Era terça-feira. E eu estava em Salvador. Eu sou de Salvador. Quase ninguém se mata em Salvador. Essa merda não é a Suíça.

 

Fui pra uma reunião dos alcoólatras anônimos há três anos. Foi na igreja da Graça. Éramos oito pessoas sentadas em círculo numa sala adjacente à capela. Ninguém falava nada. Só nos olhávamos desconfiados e envergonhados, refletindo nossos fracassos uns nos outros. Uma velha com cara de bunda entrou com crachá de coordenadora, disse “bom dia” e todos responderam “bom dia” em uníssono. Menos eu, que fiquei com vontade de mandar todo mundo tomar no cu.

 

A velha se apresentou como não sei quem que eu não lembro o nome e sentou-se junto a nós no círculo. Um sorriso que me dava vontade de vomitar permanecia em seu rosto de maracujá. A Hebe Camargo cristã. Ela pediu pra que todos nós nos apresentássemos, disséssemos nossos nomes e revelássemos há quanto tempo não bebíamos. Sempre imaginei que um homem com cara de amigo, de pai, de avô ou terapeuta liderasse essas reuniões. Não uma assim, com essa cara de amiga de tia-avó, insuportavelmente perfumada e penteada, trajada com vestido azul bebê com detalhes brancos que lembrava guarda-roupas de apartamento de prédio velho com paredes verdes descascadas de três andares sem elevador. Senti logo vontade de sair dali, acender um cigarro e encher a cara.

 

Depois que uns três ou quatro derrotados se apresentaram, chegou a minha vez.  Levantei-me e disse: “Meu nome é Wall-E, não queria estar aqui, não sei por que estou aqui, estou achando tudo uma merda e tenho dois litros de Black Label no carro. Quem quer ir comigo lá em casa?”. Dois se levantaram com um pulo e sorriso no rosto: “Eu vou, eu vou, eu vou”. A velha com cara de bunda que eu não lembro o nome me olhou com mais cara de bunda ainda e disse: “meu filho, tenha fé em Deus”. Disse-lhe sobriamente: “Minha senhora. A culpa é do seu Deus, que no primeiro milagre transformou água em vinho. Quer estímulo maior que esse?”.

 

Eu estava numa porra de uma sala ao lado de uma capela de um Deus que eu não cria, ao lado de pessoas que eu não conhecia e preparando-me para ouvir sermão de uma velha que eu não queria conhecer. Virei as costas, acompanhado dos meus dois novos melhores amigos do mundo, e disse pros que ficaram: “fodam-se”. Dia desses saí novamente pra beber com os dois que me acompanharam. Um casou com a mulher mais feia que eu já vi na vida. O outro está fazendo terapia pra descobrir se é viado ou não.

 

Era terça-feira. Eu estava sem ela. Em casa. Sozinho. Seu Zé deveria estar ligando pro vizinho do 1502 e dizendo qualquer coisa. Eu continuava só. O pior da solidão naquela noite era Frank Sinatra com aqueles olhos azuis iguais aos dela cantando “My Way”. Mostrando-me que minha vida era uma merda. O celular continuava sem tocar. Primeiro fui pra cozinha. Enchi o copo novamente com tequila. Virei tudo num gole só. Fui pro quarto. Abri a terceira gaveta do criado-mudo. Peguei o álbum de fotografias.  A gente sorria em Bariloche. No Circuito Chico, a gente se abraçava morrendo de frio e em todas as fotos eu apareço com uma taça na mão. Na Chapada Diamantina, os retratos que tiramos ficaram desfocados. Ainda bem. Pois eu passei aquele fim de semana inteiro com a imagem desfocada devido à maconha poderosa que Guiga nos dava pra fumar. Chapados na Chapada. Foi quando resolvemos comprar a máquina digital, que, como todo o resto, ficou com ela. Em Maceió, vomitei em seu colo no passeio de jangada. A foto ficou engraçada, apesar da cara de nojo que ela fez na hora do clic.

 

No Natal, na casa dos seus avós, apareci pulando, vestido de Papai Noel, com meus ovos à mostra fora da calça. Ela riu e tirou uma foto da cena. Os pais dela não acharam tão divertida minha brincadeira de saco pra fora da calça quando as sobrinhas de sete, oito e nove anos perguntaram o que era aquilo que eu balançava na frente da família toda. Foi quando me disseram que eu estava bebendo demais. Eu ri e disse que estavam todos exagerando. Ela chorou somente quando eu tirei a roupa toda e fiquei só com o capuz vermelho de Papai Noel na cabeça e encaixei meu pau no cu do peru que enfeitava a mesa da ceia.

 

 Não entendi porque ninguém riu da cena, pois eu morreria de rir se visse alguém de capuz de papai Noel dançando nu pela sala com o peru encaixado no cu de um peru. A mãe dela fechou a cara pra mim. Vesti a roupa e fui embora daquela festa sem graça. Foi meu último natal com ela. Desde então não a via.

 

Desde então não saía de casa, bebendo todas as garrafas de Red, Black e Blue label que havia ali. Passei o reveillon com o celular desligado, em casa, assistindo Friends e cheirando pó. Desde então não fiz a barba nem tomei banho. Antes dela tocar a campanhia, estava ouvindo Frank Sinatra cantando com Ellis Fitzgerald. Acabara de mandar seu Zé burro ignorante fodido fedido ir à merda por insistir em interfonar pra mim pra dizer que o vizinho do 1502 estava incomodado com a porra do volume do som. Estava olhando pela janela da sala o chão de mármore branquinho branquinho do play ground do prédio. Do décimo andar. Imaginando se eu morreria antes ou depois de sujar tudo de sangue quando eu atingisse o chão. Mas era terça-feira.

 

Parecia falta de cocaína. Mas era só solidão. Só tristeza. Era medo. Era saudade. E então ela tocou a campanhia. Não que precisasse tocar, pois ela tinha a chave. Ela entrou e me olhou séria com seus olhos azuis de Frank Sinatra. Viu-me bêbado, o chão da sala decorado com latas amassadas de cerveja, copos quebrados e bitucas de cigarro. Foi ao quarto. Pegou um livro de Neruda que eu nunca li. Lembrei-me de Chico Buarque.  Mais olhos azuis a me infernizar. Tentei falar alguma coisa. Qualquer coisa. A língua mole não permitiu. Ela saiu sem se despedir e sem olhar pra trás. Voltei a olhar pela janela. O chão de mármore me chamava, convidativo. “venha, venha, venha”.

 

 Mas era terça-feira. E eu estava em Salvador. Sou de Salvador. Quase ninguém se mata em Salvador. Essa merda não é a Suíça.

————————————————————————————————————

 ”Isso é apenas pulp fiction, home boy”

———————————————————————————————————–

——————————————————————————–

E isso tudo é apenas pulp fiction, home boy…

——————————————————————————–

Mas é Natal!!

 

Eu amo Natal!

 

Alegriaaaaaaa!!!!!!!!!

 

Feliz Natal!!!

 

——————————————————————————-

 

É real demais pra ser fake. É fake demais pra ser real…

 

—————————————————————————–

Namastê 

postado por: manno


31 Comentários para “Suiça”

  1. Cris

    Tá na hora do livro…

  2. Felipe Linhares

    Uma vez aprendi no colégio que “autor e eu-lírico nem sempre são a mesma pessoa”.
    Espero que isso se encaixe pra esse texto. Achei ele triste demais pra ser “Manno Góes”.
    .
    Abração e Feliz Natal, brother!

  3. Carol Laffitte

    Concordo com o Felipe. Achei ele triste demais pra ser “Manno Góes” [2]

    Feliz Natal, Manno!
    Beijos, se cuida.

  4. Renata

    Manno,
    como sempre os seus textos são muito bem escritos, mas este está com um “ar” tão triste. =/

    Feliz Natal!!

  5. ...

    se mata mesmo cara! vc parece um viado! és tao falso… na tv da um de educado e no seu blog so escreve merda,desrespeitando as pessoas. Vc quem dizia q so experimentou maconha uma vez ; agora revelou ser drogado! para de criticar as pessoas, de falar em putas,em bebidas, em cigarros, isso ta chato! bem feito Claudinha te largar. por tdisso essa dos olhos azuis te largou, seu acolatra! e como vc mesmo diz: “VAI SE FODER!!!”

  6. Ana Paula

    Como tudo que é triste,muito bonito.
    ”Só não termina o que não começa..”

  7. Luana Mattoso (RJ)

    Achei ele triste demais pra ser “Manno Góes”. [3]

    Feliz Natal!!!

    te amo pra sempre ;)

  8. Bruna Cezario

    Concordo plenamente com q o Felipe disse

    Achei ele triste demais pra ser “Manno Góes”. [4]

    Um ótimo Natal para vc Manno!!!

    Beijos

    Te amo

  9. Sil

    Manno vc não pensa em escrever um livro não hein???
    Eu ia adorar ler um livro sabendo que foi vc que escreveu.
    Beijos!!!

  10. thali

    Você é relmente um motivo de inspiração para mim. E qualquer coisa que você escreve me trás conforto, e com certeza você tem que continuar mostrando essa sua arte de escrever contos! Um Feliz Natal pra você!

  11. karla catherine

    manno vc é um poeta urbano dos melhores viu…
    achei massa o texto
    sim ele é triste, mas isso só mostra o quanto vc é foda, porque pra uma pessoa alegre como vc é facil escrever um texto feliz, dificil é descrever um sentimento que aparentemente vc conhece muito pouco, e ainda conseguir dar um tom de comédia de um jeito que só vc consegue parabens meu bem
    cada vez mais sua fã!

  12. Nanny

    Realmente, triste demias pra ser Manno…
    Lindo,perfeito e triste… pois é, de que adianta estar no meio de tanta gente e sentir falta apenas de uma….
    MAnno, escreve logo o livro…. vc é foda

  13. Nai

    “É real demais pra ser fake [...]“.
    .

    ;)

  14. Nayra

    acheii muito massa isso!
    bacana publica esse tipo de texto de vez enquando! =D

  15. J. Marinheiro

    Fake demais pra ser real
    Real demais pra ser fake
    É, Manno… Tu realmente deveria escrever um livro, por pra fora os vários “Manno’s” que tem dentro de você.
    Nem sempre somos o que imaginamos e nem sempre imaginamos o que somos ou deveríamos ser.
    Engraçado que por toda semana passada a frase do meu orkut era; “Parece cocaína, mas é só tristeza” como diria o bom e velho Renato Russo.
    Também já viajei em porres que nunca existiram e já vi um “Marinheiro” saltar da janela do 11º andar após ser largado por mulher e filha e tomar toda tequila que sobrara ainda do seu casamento.
    Fake demais pra ser real.
    Real demais pra ser fake.

    Abraço.

  16. Vitor Andrade

    É fake demais pra ser real! É real demais pra ser fake! É triste demais pra ser Manno Góes! E não é Manno Goés! E isso nos conforta!
    E ninguém se mata em Salvador! Essa merda não é a Suiça!
    E o livro? Rola?
    Um abço!

  17. Camila Costa

    Poxa…
    Mt triste!!!
    Desculpe-me, mas isso não combina com vc.
    Espero que isso seja realmente uma ficção.
    Gosto mt de vc!! Adoro D+ vc!! AMO MT VC!!
    Não gostaria de saber que vc está passando por isso ou que tenha passado.
    Enfim…
    Te amo D+ pra ver vc sofrendo assim…
    Espero que isso seja realmente uma ficção.
    Fica c/ Deus.
    Te amo.

  18. J. Marinheiro

    A propósito, eu nunca cheguei nem sequer a tomar aquela tequila…

  19. Lika Lopes

    GOIXXXXXXXXXXXXXXXXXX querido,

    Um lindo poeta disse uma vez,acho que foi assim: “Quem não entende um olhar, tão pouco entenderá uma longa explicação” (Mário Quintana). Com certeza conhece ele. Pode não gostar, mas que conhece, ahhhhhhh conhece! Eu entendi o Post, e vi muita beleza nas letras, olha só: “…e hoje era terça. A quarta terça-feira do ano sem ela. Sem aquela por quem meus olhos brilhavam quando viam. Por quem meu rosto mudava de expressão e sorria ao encontrar. Aquela que me fazia esquecer os cigarros e que me abraçava ao dormir. A primeira a me fazer crer em Deus…” ;) Nosso carteiro Oficial, Sr. Cabelo, vai te entregar, o restante do meu comentário vai sedex, rsrsrsr.
    E uma coisa? EU TB AMO O NATAL VIU?

    Bj em vc e no Johhny

  20. Lika Lopes

    Ah! E podemos ver o mar e o pôr-do-sol da varanda (sem contar nas MICARANDAS, rsrsrsr) ;) E com certeza: NINGUÉM SE MATA EM SALVADOR, ;)

  21. Elda Patrícia

    Manno Góes, é td tão rico em detalhes q o conto passa todinho pela minha cabeça, muito legal.
    Beijinho e se cuida.

  22. Mara Bianchetti

    Acho que logo de cara eu percebi que isso não era algo real…mas e se for? A vida é feita disso. De alegrias, tristezas, amores, encontros e desencontros. Isso é o que vale!
    Sendo real ou não, sendo seu ou não, o que vale é o dom. E isso? Ah, isso Deus te deu te montão!!!
    beijo

  23. Daniel

    Ae meu compositor preferido nao liga pro babaca que falou que voce e preconceituoso e drogado,um belo de um cuzao ele[A FALTA DE INTERPRETAÇAO DE UNS ZE BURROS, IGNORANTES E FODIDOS E FODA.RSRSRSR.NÉ NAO?]Primeiro nao tem nada de triste aí,apenas mais um relato do nosso mano que se for real.e daí?Eu tambem so muito mais toma um porre,do que olhar pra uma porra de uma velha falando que bebida é ruim,pra ter fé em deus que a vida vai melhorar bla bla bla.triste é isso porra,alguem falar que um bom porre é ruim.E pessoal vamos parar de hipocrisia,até parece que no bloco balada todo mundo toma só´coca-cola e lá so fumam cigarro e lança-perfume é só pra brincar.Mano so uma coisa que eu nao gostei,essa historia de mármore te chamando que porra é´essa tá maluco.Em salvcador nimguem se mata mesmo principalmente pessoas como voce.valeu!meu compositor preferido.abraço

  24. Just Me

    Hoje te admiro, incomparavelmente mais, por ser uma bom sofredor… e por conseguir encarar a sombra de uma forma tão clara… Se continuar escrevendo como “suiça”, acabou de ganhar mais uma pessoa no seu blog.

  25. Larissa

    Muito bom, Manno. Bem escrito e muito diferente do que vc costuma postar aqui. Tem uma tristeza velada, uma urgência em ser entendido sem ser necessariamente exposto. Que seja uma crônica, um conto, que seja fake ou não, vc tem que continuar escrevendo dessa forma genuína, desse jeito tão peculiar, que não nos deixa dúvida da pessoa lúcida e lúdica que é vc.
    É por essa e outras que me torno cada vez mais sua fã.

    Amo-te!

    Beijos,

  26. Beto Espinola

    cruel demais!!!!it´s just my imagination!!

  27. Marillya

    O Natal é encontro!

    Quando as luzes do Natal se acedem, nossos coracoes tambem se enchem de luz para comemorar mais uma vez o nascimento de um homem que passou a vida tentando ensinar a todas as pessoas o sentindo da palavra amor. Que Jesus Cristo abencoe sua vida para que o Espirito Santo de Deus esteja cada vez mais vivo dentro do seu coracao!

    Feliz Natal e Maravilhoso Ano Novo!!!

    “Que o Natal seja mais um momento em que as pessoas acreditem que vale a pena viver um ano novo!”
    O ano Novo nasce sem pecados, novinho pra voce acertar e ser feliz!

  28. Marillya

    Carry your heart with me
    (I carry it in my heart)
    I am never without it
    (anywhere I go you go, my dear; and whatever is done by only me is your doing, my darling)
    I fear no fate
    (for you are my fate, my sweet)
    I want no world
    (for beautiful you are my world, my true)
    and it’s you are whatever a moon has always meant
    and whatever a sun will always sing is you
    here is the deepest secret nobody knows
    (here is the root of the root and the bud of the bud
    and the sky of the sky of a tree called life; which grows
    higher than soul can hope or mind can hide)
    and this is the wonder that’s keeping the stars apart
    I carry your heart (I carry it in my heart)

    E. E. Cummings

    Do you belive that sometimes I’m watching some movies or listen some music and I don’t now why, all remember you (I just think, maybe he could to like this), and I’ve never seen you in all my life. Actually I just like very much your songs and your stories. Anyaway I just watched two movies recently and remember you. If you want, try and then give the answer if you liked then and if I was right ! ;)

    #1 Music and Lyrics # 2 In her shoes

  29. Mari Virtuoso

    espero que o fake não seja baseado no autor.. muito trite pra ser Manno mesmo!
    adoro, seu lado de imaginar as coisas!

  30. Asdrubal

    A arte imita a vida e a vida imita a arte? Saudades de vc maninho…
    ABS

  31. de + manno!!!!!!!!!

    se cuida fica com deus!!!! + sucesso ai !!!!
    vc é de mais ,

Deixe um comentário:

Saiba como colocar sua foto no seu comentário.